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quinta-feira, 28 de abril de 2011

As coisas lá atrás

Morei durante 17 anos com meus pais, minha avó e minha tia. Eles são tudo de mais precioso que eu tenho. E eu devo ser a primeira resposta delas diante da mesma pergunta.
Esse tipo de coisa eu só consegui dizer depois de alguns tombos, muitas brigas, muitos encontros mas principalmente despedidas!
Eu tive uma infância que teve tudo pra ser pacata, numa cidade pequena, pouquíssimos habitantes, morei em um sítio maravilhoso, cheio de paz, de um céu azul de dia e, quase sempre, muito estrelado nas noites frias.
Não, não, eu não tive uma infância calma, eu não sei o real significado dessa palavra também. OLHAA, começamos as definições... Como não sei dizer ao certo o que sou, digo o que não sou. Calma! Nunca fui, as vezes me esforcei para parecer, mas nunca fui!
Quando bebê eu fui do tipo que chorava, não por fome ou sono; simplesmente chorava. O Mundo veio até mim, mas eu acho que não estava tão preparada para as aventuras da vida.
Eu cresci rodeada de primos, que vira e mexe iam nos visitar no sítio, aprontávamos de tudo, e quando eu digo TUDO; não me substime! Eu não quero colocar a culpa neles, não, eu assumo, rs, a maior parte dos "erros" foram meus. Eu sempre queria subir no galho mais alto da árvore, sempre queria ter o esconderijo inimaginável, quis nadar na parte mais funda. Eu sempre quis me entregar por completo.
A tal cidade pequena só serviu para ser o endereço das contas, rs, eu nunca parei naquele lugar, pra mim o sítio sempre foi uma esfera superior que reequilibra meu espírito, que me traz paz, mas a ciiidade!?
Fui estudar em outra cidade bem pequena, com um pouco mais de 5 anos.
Lá fiz muitos, amigos... Estudei na mesma escola por 8 anos! Cresci naquele lugar. E nunca me enquadrei, eu assumo. Tudo o que eu via, em suma, era patricinhas preocupadas com ter ou não ter a melhor lancheira, mais tarde a melhor roupa, o sapato mais caro ou o celular mais bonito. Isso realmente me irritava! Mas eu me sentia completa por ter uma amiga, curiosamente da mesma cidade, que também ia e vinha todos os dias comigo. E lá com meus 12, 13 anos, resolvi que queria mudar de escola, ir para um lugar mais light, conhecer pessoas novas, recomeçar.
Parece claro que a tal amiga foi comigo, rs. Sim, ela foi! Ou eu fui com ela, já nem sei mais. E que importância tem os meios, nesse caso?
A escola era exatamente como eu imaginava e lá eu fui crescendo, observando a vida das pessoas, acabei percebendo um universo muito mais abrangente do que eu imaginava,  que nem tudo poderia ser previsto por mim, que as pessoas eram muito mais complexas e diferentes do que eu estava a conhecer, não eram todas iguais!
E a partir de então, só me aproveitei disso! Conhecer as pessoas é muito importante, ir a fundo na essência delas, interagir, desvendar! E sem um pingo de dúvidas, aproveitar o que há de melhor em cada uma!!!
Mudei de escola mais uma vez, para um colégio bem mais conteúdista, corretos, firmes em suas escolhas, muito mais inteligentes mesmo! Era uma outra classe social, e para mim; nada mais que um universo novinho em folha para eu explorar.
Conheci pessoas completamente diferentes de tudo o que eu imaginava, adolescentes que não davam a menor importância para coisas em que minha vida se baseava, maaaaaais uma vez! Assumo que me senti fora do meu mundo, mas não por muito tempo, logo depois eu me inseri nesse mundo. Também preciso assumir que eu não deixei certos hábitos para trás, e muito deles eram fraquezas e percamenecem até hoje, mais na vida adulta que na vida de adolescente fútil que eu vivi e curti!
Bom, acho que com essa historinha ilustrativa já dá pra ter um pouco de noção de quem eu sou, o que eu gosto e o que eu quero.
Por hoje ficamos por aqui; afinal, minha intenção não era escrever um livro e sim um blog!

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